O mercado de trabalho sofreu grandes alterações nos últimos dois anos. Há quem diga que estamos a passar uma nova revolução industrial, desta vez devido às novas tecnologias e às mudanças que a pandemia trouxe, não só ao mercado de trabalho, como também à forma como trabalhamos, comunicamos e como nos relacionamos.
A verdade é que com a era tecnológica tudo evolui à velocidade da luz e a tendência para o futuro é continuar a surgir novas profissões, novas ferramentas de trabalho para facilitar os processos, novas formas de trabalhar e novos modelos de negócio.
As hierarquias vão se alterar e surgirão cada vez mais planas, o trabalho baseado em projetos será uma tendência crescente. As pessoas valorizam cada vez mais a liberdade e flexibilidade para gerirem os seus próprios horários, há uma crescente procura por um trabalho que se adapte às suas vidas pessoais e não o contrário.
Por outro lado, o envelhecimento da população faz com que haja cada vez mais escassez de mão-de-obra em praticamente todos os sectores. Obrigando as empresas a adotar métodos para transferir os colaboradores para outros postos de trabalho (reskilling), assim como para os formar e capacitar otimizando o seu desempenho (upskilling).
As empresas mais admiradas do mundo, como por exemplo a Apple, valorizam a facilidade de aprendizagem e a curiosidade em detrimento do percurso profissional e da experiência quando se trata de contratar. Desta forma, as competências comportamentais (softskills) terão cada vez mais um grande impacto na hora de contratar um novo profissional.
